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sábado, 6 de junho de 2026
MALMEQUERES.
Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Alberto Caeiro
terça-feira, 7 de outubro de 2025
A VIDA DE COR-DE-ROSA!
"Deixa-me cá aproveitar
Estas horas de calor
Para pintar com mais vida
A vida que anda sem cor
Fica bem de cor-de-rosa
Qualquer face ou coração
O amor é bom pintor
Ensinou-me esta lição…"
Elisabete Bárbara
...E não esquecer de juntar fios de esperança, sorrisos, afectos, e bordar uns pontos de exclamação nos bolsos para ter sempre à mão maneira de nos espantarmos com a beleza da vida!
...E não esquecer de juntar fios de esperança, sorrisos, afectos, e bordar uns pontos de exclamação nos bolsos para ter sempre à mão maneira de nos espantarmos com a beleza da vida!
sábado, 23 de setembro de 2023
FOLHAS DE OUTONO.
Encontrei uma folha,
uma folha amarela,
que a cair veio,
pousar na janela.
Ela brincou comigo
e eu brinquei com ela.
Encontrou um amigo,
A folha amarela.
Arminda Maria
sexta-feira, 3 de setembro de 2021
ALIMENTO DE ALMA.
S. Francisco de Assis dizia aos seus confrades que deviam plantar na horta todas as plantas úteis que servissem de comida à mesa do convento, mas deviam, num espaço, deixar crescer flores
– que eles não iam comer
– para o alimento da sua alma.
José Tolentino Mendonça
José Tolentino Mendonça
quarta-feira, 21 de julho de 2021
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de junho de 2011
GATO VERDE.
Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?
Alexandre O'Neill
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?
Alexandre O'Neill
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