Os amigos amei despido de ternura fatigada; uns iam, outros vinham, a nenhum perguntava porque partia, porque ficava; era pouco o que tinha, pouco o que dava, mas também só queria partilhar a sede de alegria - por mais amarga.
Senhor, dai-me a inocência dos animais Para que eu possa beber nesta manhã A harmonia e a força das coisas naturais. Apagai a máscara vazia e vã De humanidade, Apagai a vaidade, Para que eu me perca e me dissolva Na perfeição da manhã E para que o vento me devolva A parte de mim que vive À beira dum jardim que só eu tive.