segunda-feira, 30 de maio de 2011

O NASCER E O PÔR DO SOL.

É sempre comovente o pôr do sol
por indigente ou berrante que seja,
mas ainda bem mais comovedor
é o brilho desesperado e derradeiro
que enferruja a planície
quando o último sol ficou submerso.

Dói-nos reter essa luz tensa e clara,
essa alucinação que impõe ao espaço
o medo unânime da sombra
e que pára de súbito
quando notamos como é falsa,
quando acabam os sonhos,
quando sabemos que sonhamos.

Jorge Luis Borges

2 comentários:

  1. Gostei deste sol...
    Eu não sei pintar nada mas, comecei por pintar o sol então, tenho pintado o sol para toda a família, cada casa tem um sol pintado por mim e sempre diferentes, beijinho

    ResponderEliminar
  2. Esta tela foi uma das minhas primeiras experiências a pintar a óleo.
    Um bom dia para si.

    ResponderEliminar